Construtoras do Paraná se aproximam das altitudes de Balneário Camboriú

Seguindo a ousadia (ou doideira?) dos construtores de edifícios de Balneário Camboriú, onde estão os prédios mais altos do Brasil e até da América Latina (e por isso a cidade gosta de ser chamada de “Dubai brasileira”), os paranaenses também ingressam nessa seara.
Para atender esse mercado, a nível internacional, a fábrica de elevadores da Atlas Schindler, que fica no parque industrial de Londrina, está investindo R$ 100 milhões em uma nova Torre de Testes de elevadores. O projeto prevê a maior torre de testes das Américas e aumentará a capacidade da companhia frente às demandas do mercado. Terá 150 metros de altura e permitirá fazer testes em 17 elevadores simultaneamente. O projeto também contempla a construção de um prédio com 10 mil m2 de área construída para sediar um centro de inovação, tecnologia e desenvolvimento de produtos para atender as Américas e demandas globais.
É o mundo em escalada vertical. Muito tempo atrás, a Bíblia falava em Torre de Babel.
Em Curitiba
Em Curitiba a GT Building está construindo o OÁS Barigui, que terá 179 metros de altura e 55 pavimentos. Está localizado na rua Padre Anchieta, esquina com a Jerônimo Durski.
No campo da sustentabilidade, o OÁS Barigui anunciou que será um empreendimento Carbono Zero. Será feita a medição anual das emissões de gás carbônico juntamente com uma empresa especializada do ramo. Após auferidas, o empreendimento comprará créditos de CO² oriundos de áreas de reflorestamento e projetos de energia limpa. Ou seja, para cada tonelada emitida, haverá uma contrapartida em créditos de carbono.
Serão 59 unidades, apartamentos entre 145 a 250 m2. Os últimos 3 andares serão só para lazer e no 48º pavimento haverá uma piscina que percorrerá todo o andar.
O prédio vai ter inclusive luneta para ver as estrelas.
O empreendimento deverá ser (por enquanto) o mais alto do Paraná, mas há outros projetos na cola.
Em Ponta Grossa
Antes do OÁS, em Ponta Grossa era anunciado o Vogue Square Garden, empreendimento da Construtora LCS, como o prédio mais alto do Paraná. Com 170 metros, teria, portanto, 9 metros a menos que o curitibano.
Pelo projeto, serão 50 pavimentos. Ficará na rua Silva Jardim, no bairro Oficinas.
Com fachada em estilo neoclássico e elementos modernos, a torre única ficará cercada por mais de 3 mil m² de jardim e vegetação nativa.
Todos os apartamentos contam com piscina privativa, suíte master com closet e hidro, varanda, churrasqueira gourmet e elevador privativo. Na área comum, a oferta de espaços e atividades é generosa: quadra poliesportiva e quadra de tênis com vestiário, quiosque gourmet, playground, deque com ofurô, duas piscinas – uma com raia olímpica–, pergolado com sofás e poltronas, spa, academia, salão de jogos e dois salões para eventos.
Mas uma outra construtora pontagrossense, a Philus, está anunciando a implantação de um edifício que seria o maior de todos no Paraná. Trata-se do Edifício Philus, que teria 204 metros de altura, isto é, 25 metros a mais que os 179 de Curitiba e os 170 do conterrâneo princesino.
O “Superquadra Central” contempla uma torre comercial e uma residencial, esta com os 204 metros e 48 pavimentos. O empreendimento ficaria na rua Ermelino de Leão, com lateral para a Avenida dos Vereadores (atrás do Super Muffato de Olarias).
Para comparação, o Yachthouse Residence, em Balneário Camboriú, o maior do Brasil (em construção), tem projeto de 281 metros.